"Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo." Fernando Pessoa
Uma das facetas do silêncio é quando ele acontece para nos defendermos da traição das palavras. Sim, traição não pela falta de palavras, mas pelo que elas denunciam, revelam nua e cruamente quando expostas e publicadas. Silêncio do segredo. Há palavras perigosas, que para serem ditas é preciso um intenso delírio de liberdade, espírito aventureiro para encarar o risco do arrependimento. O silêncio, este fruto da falta do mal de liberdade, na verdade, é o silêncio de um ruído ensurdece-dor.
Pode não se tratar de um segredo autônomamente guardado, mas engaiolado como um pássaro domesticado, que se solto, poderá perder-se num vôo sem rota e sem volta. Enquanto isto, a realidade das grades aguarda que cante, mas sem poder voar, apenas em delírio, alimentando-se de alpiste, para ter a felicidade de uma folha de couve de vez em quando, assim como se animando com a nostálgica brisa de um dia agradável que consegue passar pelas frestas. Um raio de sol realmente vale ouro.
De uma sensibilidade emocionante...
ResponderEliminarescreves livre como um pássaro voando, apesar do vento que determina a rota. Delicada como o orvalho da manhã na pétala da rosa. Mas intensa como uma onda no mar...
Voltarei sempre!!!