sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em tempo

Malucas expressões
de não pensar
de libertar
romper o verbo em adicções
gozar das palavras
seus mais profundos delírios

Palavras impossíveis
entorpecidas
de uma agonia
querendo fugir
caminhos, pára!
Não! Vento na cara
olhando para cima
percebendo que algo
desconcertara

Há tempo para escapar das
histórias a serem contadas
esquecidas,lembradas
entusiasmadas,contidas
repetidas, ditas de uma vez
em tempo. Há tempo?