quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

                     "São tempos difíceis para os sonhadores..."
                        

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Em tempo

Malucas expressões
de não pensar
de libertar
romper o verbo em adicções
gozar das palavras
seus mais profundos delírios

Palavras impossíveis
entorpecidas
de uma agonia
querendo fugir
caminhos, pára!
Não! Vento na cara
olhando para cima
percebendo que algo
desconcertara

Há tempo para escapar das
histórias a serem contadas
esquecidas,lembradas
entusiasmadas,contidas
repetidas, ditas de uma vez
em tempo. Há tempo?

domingo, 2 de outubro de 2011

 
"... que tem a cura pro meu vício de insistir nesta saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi..."

(Renato Russo em "Índios")

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Um Salve (me) para Florbela!


       "Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
       Do que os homens!
Morder  como quem beija!
          É ser mendigo e dar como quem seja
          Rei do Reino de Aquém 

e Alem Dor!
          .............................
          É ter cá dentro um astro que flameja,
       É ter garras e asas de condor!
          .............................
          É ter fome, é ter sede de Infinito!
          ............................
          É condensar o mundo num só grito!
          ............................"          
           

  (Florbela Espanca, que reúne num verso a imensidade!)
            

sábado, 24 de setembro de 2011

#Cartografando uma coisa#

1º dia de primavera#dia de muito trabalho#de hora marcada#faxina adiada#análise remarcada#chuva fina#espera#cigarros#trajetos errantes#bienal#linhas,tracejos e transterritórios#rio guaíba e o frota argentina#magestic#cabeças e chapéus#carne seca com pimenta, café com uísque e chantilly#nariz de palhaço#na116#exaustão#insônia#   

sábado, 17 de setembro de 2011

"Para que te servem estas unhas longas? Para te arranhar de morte e para arrancar os teus espinhos mortais, responde o lobo do homem. Para que te serve esta cruel boca de fome? Para te morder e para assoprar a fim de que eu não te doa demais, meu amor, já que tenho que te doer, eu sou o lobo inevitável pois a vida me foi dada. Para que te servem estas mãos que ardem e prendem? Para ficarmos de mãos dadas, pois preciso tanto, tanto, tanto - uivaram os lobos, e olharam intimidados as próprias garras antes de se aconchegarem um no outro para amar e dormir."
LISPECTOR, C. "Os desastres de Sofia"